BS Festival une arte, inovação e criatividade em centro cultural de Porto Alegre

1 month ago 25

Ncolas Pasinato

Conectar arte, inovação e criatividade em um só evento foi o desafio proposto pela 5ª edição do BS Festival, promovido neste sábado (27) na Capital. Para unir esses diferentes elementos, a iniciativa saiu dos tradicionais hubs espalhados pelo 4° Distrito de Porto Alegre, onde havia realizado as edições presenciais dos anos anteriores, para ocupar, pela primeira vez, um museu de arte: o Farol Santander Porto Alegre, no Centro Histórico.

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Conectar arte, inovação e criatividade em um só evento foi o desafio proposto pela 5ª edição do BS Festival, promovido neste sábado (27) na Capital. Para unir esses diferentes elementos, a iniciativa saiu dos tradicionais hubs espalhados pelo 4° Distrito de Porto Alegre, onde havia realizado as edições presenciais dos anos anteriores, para ocupar, pela primeira vez, um museu de arte: o Farol Santander Porto Alegre, no Centro Histórico.

“Desde o início, nosso objetivo é democratizar a cultura de inovação e desbloquear a ideia de que pertence somente ao universo corporativo. Inovação tem muito mais a ver com o dia a dia das pessoas, com a cultura, com a arte. É um modo de ver o mundo”, defende João Ramos, cofundador do BS Project, hub criativo que criou e organiza o BS Festival.

A ideia de realizar um evento em um espaço cultural nasceu da percepção de que a finalidade tanto da arte quanto da inovação acabam se encontrando. “Inovação faz você sair da zona de conforto. É arriscar e se colocar em situações onde não há segurança. Da mesma maneira, a arte incomoda e faz você pensar”, compara Ramos.

Outra novidade do BS Festival deste ano foi a forma como a programação foi organizada no sentido de trazer conceitos atuais de inovação e criatividade por meio da sensorialidade, seja assistindo um debate sobre metaverso no meio de galerias de arte ou sentindo o corpo através de uma meditação criativa, sendo essas das diversas atividades presentes no evento deste sábado.

Experiência através dos sentidos

A ideia de meditação vinculada a imagem de uma pessoa plena, sentada com as pernas cruzadas, imóvel e em um ambiente harmonioso tem pouco a ver com que a meditação criativa sugerida pelo arquiteto Renato Kublikowski em meio ao grande hall do espaço cultural. Cercados por obras e referências da pintora modernista Tarsila do Amaral, exposição que ocorria em simultâneo ao evento de inovação, os participantes faziam movimentos rápidos com as mãos, pés, entre outros balanços corporais que unia imaginação, respiração, coordenação e, acima de tudo, presença.

"Meditação não é sobre ser zen ou alcançar o nirvana. É sobre estar presente. E uma das coisas mais presentes que temos é o nosso corpo", desvendava Kublikowski, enquanto orientava as técnicas da meditação criativa.

Após o experimento, a produtora de moda e audiovisual Giovana Rossato, que participa pela primeira vez do BS, se disse positivamente surpreendida com a prática. “Me trouxe essa outra visão de entender o momento presente não só pela mente, mas pelo corpo, dentro de um movimento, enquanto várias coisas acontecem. Desmistifica a meditação como algo parado ou que precisa ser feito em um momento específico e mostra que tem como buscar essa concentração nas nossas vivências”, declara.

Pouco antes, no mezanino do centro cultural, na Arena 1, Joice Preira, Paula Visoná, Lu Bulcão e Melissa Lesnoviski lideravam oficina prática para refletir sobre os Futuros Preferíveis para a Economia Criativa ativados pela Moda. Utilizando uma técnica chamada de backcasting, os participantes foram convidados a pensarem “a partir do futuro” e a debaterem como a moda pode trazer soluções inovadoras e sustentáveis desde o presente.

“A ideia é mostrar o quanto o futuro pode ser imaginado por todos e não apenas por empresas importantes da tecnologia como costumamos achar”, defende Paula Visoná, coordenadora dos cursos de pós-graduação em Design Estratégico e em Empreendedorismo Criativo da Unisinos. “Não existe um só futuro. Existem vários, os previsíveis, os elegíveis e os imagináveis. Queremos conseguir utilizar esses futuros para trabalhar e resolver os problemas do presente, antecipando cenários”, complementa Lu Bulcão, CEO da marca slow fashion Dona Rufina.

Conexão do passado com o futuro

Natural da Rússia, a empresária e consultora de projetos e serviços internacionais Margarita Iskandarova, também estreante no evento, destacou a importância dos temas debatidos nos diferentes hubs frente ao cenário atual. “O mundo está transformando muito rápido e precisamos de ferramenta para nos mantermos atuais. O ramo digital, inovador e criativo é importante para todas as gerações e todas as organizações de negócio”, declarou.

A participante também se disse impressionada com o ambiente onde o festival foi promovido. “O evento encontrou o lugar certo, onde conseguiu juntar história e experiências antigas com entretenimento e cenários futuros que nos dão confiança a abrirmos nossa criatividade”, pontuou, em um português quase pergeito.

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