Copa do Brasil: Grêmio ameaça não entrar em campo se Flamengo tiver torcida no Maracanã

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Como a Arena do Grêmio estava fechada para os torcedores no jogo de ida (goleada do Fla por 4 a 0), os gaúchos apontam falta de equilíbrio esportivo para defenderem sua tese. Caso o plano seja cumprido no Rio de Janeiro, os donos da casa serão declarados vencedores pelo placar de 3 a 0.

De acordo com o a direção gremista, o clube não abrirá mão de seus direitos. "O Grêmio teve um jogo com o Flamengo sem torcida. Por sistema de equidade e pelo regramento da CBF, o segundo também tem que ser assim. Se o Flamengo insistir, nós não jogaremos. Se tiver torcida, o Grêmio não entra em campo", justificou Nestor Hein, diretor jurídico.

A prefeitura do Rio de Janeiro, em parecer divulgado na terça-feira (8), liberou a presença de torcida para três jogos do Rubro-Negro: os duelos com o Grêmio, pela Copa do Brasil e pelo Brasileirão, e contra o Barcelona de Guayaquil, pela Libertadores. A capacidade será aumentada gradativamente e a retirada dos ingressos dependerá da apresentação de comprovação da vacina contra a Covid-19 e teste realizado até 48 horas antes.

O primeiro jogo contra o Grêmio, no próximo dia 15, na Copa do Brasil, poderá receber 24.783 torcedores, cerca de 35% da capacidade total do Maracanã. No segundo duelo com o Grêmio, dia 19, a capacidade aumentará para 40%, enquanto a partida com os equatorianos poderá receber 35.035, aproximadamente 50% do que comporta o estádio.

No documento favorável à presença de público no Maracanã, a prefeitura carioca ressalta que está "condicionado à rigorosa observância ao protocolo" apresentado pelo Rubro-Negro e, dentre os ajustes pedidos, há a indicação de que "todo público presente no estádio do Maracanã, nos dias 15,19 e 22 de setembro, será monitorado pela SMS através do número do CPF pelo prazo de 15 dias".

O Flamengo não participou da reunião convocada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para debater o retorno do público aos estádios nas partidas das competições nacionais, nesta quarta-feira. Aliás, única ausência entre as 20 equipes da elite nacional.

No documento, o Rubro-Negro sustenta que "não cabe à CBF ou aos clubes deliberar acerca da existência ou não de público nos estádios, por não se tratar de matéria de sua competência desportiva".

O clube lembrou ainda que ajuizou uma medida cautelar, junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), "visando obter uma decisão que reconhecesse que não cabe à CBF interferir na questão extracampo e sanitária que é a retomada de público nos estádios".

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