Milho pode ser o mais afetado com possível La Niña de primavera

1 week ago 10

Diego Nuez

Uma probabilidade de 70% de ocorrência do fenômeno La Niña deixou a comunidade agrícola do Rio Grande do Sul em estado de alerta. Caso realmente venha a ocorrer, o evento deve provocar diminuição no volume de chuvas, principalmente neste final de outubro e durante o mês de novembro. Este período compreende a época de germinação da semente de milho, que pode ser a principal cultura afetada.

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Uma probabilidade de 70% de ocorrência do fenômeno La Niña deixou a comunidade agrícola do Rio Grande do Sul em estado de alerta. Caso realmente venha a ocorrer, o evento deve provocar diminuição no volume de chuvas, principalmente neste final de outubro e durante o mês de novembro. Este período compreende a época de germinação da semente de milho, que pode ser a principal cultura afetada.

É possível traçar um paralelo com o evento ocorrido em 2020. O La Niña ocorreu também no ano passado, principalmente durante o mês de outubro, o que ocasionou quebra na safra de milho pelo segundo ano consecutivo.

“No ano passado, o La Niña sacrificou o milho. Tardou o plantio da soja e atingiu em cheio o milho, pegando o período de germinação. Outubro costuma ser o mês mais chuvoso no Estado, e em todo o mês deu duas chuvas”, relembra o coordenador das comissões de grãos e vice-presidente da Farsul, Elmar Konrad. Se repetir 2020, o evento atingirá de forma diferentes outras culturas cultivadas no Estado, como o arroz e a soja.

“Para cultura do arroz, os anos de La Niña e neutros (quando não ocorre nenhuma anormalidade) são bons para o arroz, pois são de pouca chuva e maior incidência de radiação solar - à exemplo do ano passado, que teve a maior safra de arroz da história do RS”, explica o pesquisador do Laboratório de Agrometeorologia (Agromet) da Embrapa Clima Temperado, Sílvio Steinmetz.

“A safra desse ano foi favorecida em função chuvas de setembro e início de outubro, que deixaram os reservatórios cheios. Do ponto de vista do arroz, se não ocorrer nada de anormal, a expectativa é de boa produtividade” continua ele.

Steinmetz analisa que ainda é cedo para prever o impacto no fenômeno no plantio de soja. Os modelos de previsão do Research Institute for Climate and Society (Iri) traçaram um prognóstico para os meses de outubro, novembro e dezembro. No caso da soja, é importante avaliar a continuidade do evento nos primeiros meses do ano.

Em todos os casos, a recomendação é intercalar a semeadura para que uma possível falta de chuvas não afete toda uma produção. ”Não pode plantar tudo numa época só, é preciso variar, utilizar um terço dos grãos em plantação precoce, um terço em média e um terço em tardia. Deve se aplicar ciclos e épocas diferentes de plantio, com período vegetativo diferenciado, respeitando o zoneamento agrícola”, recomenda Konrad, da Farsul.

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