Moedas: dólar recua ante maioria de moedas rivais, com PMIs, Evergrande e Powell

1 month ago 10

O dólar operou em baixa ante a maioria de suas moedas rivais e de países emergentes nesta sexta-feira (22), com o apetite por risco nos mercados internacionais impulsionado por leituras fortes de índices de gerentes de compras (PMIs, na sigla em inglês) de economias desenvolvidas e a notícia de que a Evergrande fez pagamentos de juros a credores que evitaram que a incorporadora entrasse em inadimplência formal. Comentários de dirigentes do Federal Reserve (Fed), incluindo do presidente Jerome Powell, também foram monitorados.

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O dólar operou em baixa ante a maioria de suas moedas rivais e de países emergentes nesta sexta-feira (22), com o apetite por risco nos mercados internacionais impulsionado por leituras fortes de índices de gerentes de compras (PMIs, na sigla em inglês) de economias desenvolvidas e a notícia de que a Evergrande fez pagamentos de juros a credores que evitaram que a incorporadora entrasse em inadimplência formal. Comentários de dirigentes do Federal Reserve (Fed), incluindo do presidente Jerome Powell, também foram monitorados.

O índice DXY, que mede a variação da divisa americana ante seis pares, fechou em baixa de 0,14% hoje e de 0,31% na semana, aos 93,770 pontos. No fim da tarde em Nova York, o euro subia a US$ 1,1643, a libra recuava a US$ 1,3759 e o dólar cedia a 113,44 ienes.

Entre a noite de ontem e a manhã desta sexta, Japão, Alemanha, zona do euro e Reino Unido divulgaram PMIs positivos em outubro, o que deu tração às moedas destas economias. Já o PMI dos EUA para o mês veio misto.

O apetite por risco no mercado cambial também respondeu ao alívio com a endividada gigante do setor imobiliário chinês Evergrande, que transferiu fundos para uma conta no Citibank para o pagamento de retorno de títulos com vencimento no dia 23 de setembro, amanhã, segundo uma reportagem da Reuters.

Nos EUA, ficou no foco falas de dirigentes do Fed, entre eles o presidente do BC americano. Powell disse que a inflação dos EUA não está "moderada", e sim "bem acima da meta", com risco de que suba mais. Já a líder da distrital de São Francisco do Fed, Mary Daly admitiu que os preços no país estão em nível mais alto do que o esperado e acrescentou que, se o quadro persistir no ano que vem, a instituição poderá ter que aumentar a taxa básica de juros.

Em relatório a clientes, a Capital Economics prevê que o dólar se fortalecerá com o aperto monetário do Fed, que deve começar com o tapering no mês que vem. "Com os rendimentos dos Treasuries continuando a subir e as expectativas de aumentos das taxas de juros no segundo semestre do próximo ano se solidificando, acreditamos que o dólar continuará forte nos próximos meses", diz a casa.

A consultoria britânica também comenta o recente enfraquecimento da lira turca, após o BC local reduzir a taxa de juros de 18% para 16% nesta semana. "Esperamos que a lira turca permaneça entre as moedas de pior desempenho nos próximos dois anos, à medida que pressões políticas, inflação alta e uma posição externa vulnerável continuam a pesar sobre a moeda", prevê a Capital.

Ainda entre emergentes, o rublo russo apreciou ante o dólar hoje, após o BC da Rússia elevar a taxa básica de juros, de 6,75% a 7,5%. No horário citado anteriormente, o dólar subia a 9,6005 liras e caía a 70,356 rublos.

Já o chamado dólar blue, que é negociado no mercado paralelo da Argentina, se valorizou e igualou a máxima histórica, em 195 pesos argentinos, segundo levantamento do jornal Ámbito Financiero. O movimento ocorre após o governo presidente Alberto Fernández optar por congelar preços para frear a inflação no país.

Agncia Estado

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