Santa Casa planeja produzir energia a partir de resíduos hospitalares

2 months ago 92

Jefferson Klein

A Santa Casa de Porto Alegre pretende ampliar a parceria que possui com a empresa Bumerangue Tecnologias Ambientais na área de reciclagem. A companhia, que já trabalha com a reciclagem mecânica e compostagem de itens utilizados no complexo hospitalar, desenvolverá uma solução energética para que os rejeitos de fim de ciclo (que não podem mais ser reaproveitados) sejam convertidos em gás e posteriormente em energia térmica (vapor) ou elétrica.

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A Santa Casa de Porto Alegre pretende ampliar a parceria que possui com a empresa Bumerangue Tecnologias Ambientais na área de reciclagem. A companhia, que já trabalha com a reciclagem mecânica e compostagem de itens utilizados no complexo hospitalar, desenvolverá uma solução energética para que os rejeitos de fim de ciclo (que não podem mais ser reaproveitados) sejam convertidos em gás e posteriormente em energia térmica (vapor) ou elétrica.

O diretor da Bumerangue Tecnologias Ambientais, Arildo Falcade Junior, reforça que alguns resíduos, mesmo depois de submetidos a processos de descontaminação, não podem mais ser reutilizados. Boa parte desses materiais são plásticos, como componentes de seringas, embalagens de soro, entre outros. “A prioridade é dar o maior aproveitamento possível para os resíduos, quando isso se encerra, aí entramos na reciclagem energética que é uma forma de evitar transportes e aterros”, enfatiza.

Dentro dessa lógica, a Bumerangue está desenvolvendo uma unidade para gaseificar esses rejeitos e utilizá-los como combustível para gerar energia, seja térmica ou elétrica. Falcade Junior informa que o licenciamento da iniciativa já está tramitando na Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e espera que seja possível conseguir a autorização antes do término do primeiro trimestre de 2022.

A expectativa é que o equipamento esteja instalado e operando na Santa Casa ao final do próximo ano ou no início de 2023. Um projeto como esse, comenta o dirigente, tem um custo entre R$ 2,5 milhões a R$ 5 milhões e a remuneração da Bumerangue é feita por uma quantia financeira mensal. Para o contratante, Falcade Junior ressalta que, além de uma resposta adequada ambientalmente para o encaminhamento do resíduo, a ação representa uma economia ao substituir parte da aquisição de outros combustíveis.

A maioria dos hospitais de médio e grande porte utilizam o vapor para esterilizar materiais cirúrgicos, em lavanderias, entre outras funções. O diretor da Bumerangue explica que, para produzir esse vapor, os complexos utilizam caldeiras alimentadas com lenha, óleo ou gás natural. “Se tens uma quantidade de resíduos em fim de ciclo, que vais acabar mandando para aterros, ao fazer a conversão para gás e gerar o vapor, vais diminuir o volume comprado desses combustíveis”, argumenta.

Hoje, a atividade da Santa Casa resulta em aproximadamente 12 toneladas de resíduos (de todos os tipos) ao dia. A unidade geradora de energia que será implantada no local terá capacidade para absorver cerca de duas toneladas diárias de rejeitos, com possibilidade de produzir em torno de duas toneladas de vapor por hora. Ainda não há uma estimativa definitiva de quanto pode ser produzido em energia elétrica.

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